"Nunca acendas um fogo que não possas apagar..."



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A felicidade num olhar

Acordo e vejo-o ao meu lado
Dando-me um beijo e um abraço quente
Mesmo não sendo meu namorado
Sinto que tudo está diferente

Sinto que o sol me sorri
Que a lua me abraça
E que todo o tempo que perdi
Não passou de uma ameaça

Para que eu desisti-se de viver
E do Mundo deixa-se de acreditar
Pois agora sem eu querer
Encontrei a felicidade num olhar

Sinto-me feliz, radiante
Como se nas nuvens fosse tocar
Deito agora uma lágrima confiante
De que tudo vai mudar

domingo, 2 de janeiro de 2011

Gritos Mudos

Eu grito mas ninguém me ouve
Eu choro e todos fingem não ver
Não sei se algum dia houve
Pessoa capaz de me compreender

Tantas lágrimas derramadas
Tantos sonhos perdidos
Tantas noites mal passadas
Pelos pesadelos vividos

Quantas vezes terei eu de gritar
Para alguém me poder ouvir
A vida de tantas vezes me sufocar
Fez-me pensar em desistir

Em deixar tudo para trás
E correr pelo desconhecido
Querendo eu ficar em paz
Pois já nada faz sentido

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um quadro a ser pintado

Quando eu te vi pela primeira vez
Meus olhos pequenos, grandes ficaram
Posso até só te ver uma vez por mês
Mas para o meu coração e para os meus olhos bastaram

O teu sorriso é fascinante
Os teus olhos a cor do mel
A tua pele macia e brilhante
A ser contornada por um pincel

Um quadro a ser pintado
Com a tua imagem reflectida nele
Sendo eu a pintora com um coração magoado
A menina que um dia foi dos olhos dele

A tinta vai me escorrendo pela mão
Assim como as lágrimas me escorrem no rosto
Sentindo um enorme aperto no coração
Deixando-me assim na solidão e no desgosto